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| 27/07/2010 |
Nossa Voz - Trabalhadores do BNB em mobilização permanente |
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O que os funcionários do BNB esperam da campanha salarial? |
Quando se fala em campanha salarial, todo ano é a mesma coisa, certo? Errado. A depender da mobilização dos trabalhadores, que reflete no poder de pressão das entidades representativas, uma campanha pode ser bem diferente de outra, repercutindo sobretudo nos resultados alcançados. A última campanha, por exemplo, pode ser considerada exemplar entre outros fatores por ter pego o banqueiro de surpresa, afinal, muita gente não acreditava que haveria greve – especialmente no BNB – muito menos que ela duraria 33 dias.
Mas, apesar do exemplo de mobilização, muitos pontos da campanha salarial do ano passado continuam pendentes. E para este ano, o que os funcionários do BNB consideram prioridade? Fizemos essa pergunta a representantes da AFBNB, que por sua vez ouviram seus colegas de agência.
Isonomia, combate a práticas de dano e assédio moral, transparência nos processos de comissionamentos, quitação de passivos trabalhistas, refor-mulação do Plano de Cargos e Remuneração e implementação global do plano de funções foram as reivindicações mais citadas. Além dessas, outras propostas interessantes mostram a riqueza que renderia ao Banco o diálogo mais frequente com seus funcionários quanto às melhorias propostas por eles.
Uma funcionária, que pede para não ser identificada, apresenta, por exemplo, ideias de aumento salarial de forma indireta, que poderiam compor as reivindicações, como incremento dos investimentos do Banco na formação do funcionário (com o pagamento de 2º curso universitário ou de curso de língua estrangeira), pagamento de auxílio enfermidade aos funcionários aposentados pelo INSS, redução das taxas nos empréstimos e serviços bancários, benefício financeiro de subsídio de mensalidade escolar para filhos menores, concessão de financiamento habitacional para funcionários com taxas subsidiadas, além de medidas de contenção da superestrutura que é a Direção Geral.
Vejamos o que diz a base:
“Acredito ser de grande importância a inclusão na pauta de reivindicações deste ano a questão do adicional de escolaridade para quem tem especialização, mestrado ou doutorado.” (uma funcionária do Ambiente de Infraestrutura de Tecnologia)
“A valorização do Trabalho, do ser Humano, que a empresa ofereça melhores condições de trabalho aos funcionários, e que acabe com as metas absurdas e inatingíveis, que só resultam em mais estresses”. (um funcionário da Paraíba)
“Esperamos reajuste de salário para os funcionários que tiveram promoção por merecimento ou por antiguidade e não tiveram nenhum ganho salarial, entre eles, Analista Bancário II e III”. (um funcionário da Paraíba)
“Que a administração do BNB se mostre grande, e SURPREENDA, se antecipado aos desgastes dos funcionários em campanhas da espécie, oferecendo ao funcionalismo aumento salarial e vantagens superiores aos solicitados”. (um funcionário da Paraíba)
“Esperamos que o Banco não force os funcionários a ter que fazer greve, afinal queremos sempre fazer da forma mais amigável. Então queremos mais transparência e agilidade nas negociações. Consideramos como prioridade a valorização dos funcionários: condições adequadas para executar dignamente seu trabalho (e possibilitar o cumprimento das metas); regras mais objetivas no plano de carreira (evitando as conversas de corredor sobre ‘indicação prévia’ nas concorrências)”. (um funcionário da Paraíba)
“Que o acordo seja referendado pelo Conselho de Representantes da AFBNB. O modelo atual, com a Comissão Nacional, é engessado e não contribui para a celeridade das negociações. Além disso, reivindicações conjuntas com todos os bancos públicos (mesa única de bancos públicos) e reversão dos aumentos unilaterais da CAMED feitos em 2010, com estorno dos valores pagos desde Maio/10”. (Reginaldo Medeiros, Montes Claros-MG)
“Consideramos como prioridade a criação de condições dignas para que o funcionário possa aposentar-se efetivamente, como um Plano de Demissão Voluntária justo, ajuste da CAPEF dos funcionários antigos, tíquetes e cesta para aposentados”. (um funcionário da Paraíba)
DEPOIMENTO EM DESTAQUE
“Esperamos desta campanha salarial que não se chegue a um impasse como nos anos anteriores, principalmente pela relutância do BNB em não valorizar seus trabalhadores, partindo sempre para negociações demoradas, cheias de promessas não cumpridas e sem transparência nos argumentos, para que não nos sintamos desprezados e excluídos ao conversarmos com os companheiros do BB e CEF, uma vez que os avanços e resultados obtidos pelo BNB a cada ano vêm sendo crescentes e atingindo níveis e estatísticas excelentes.
O público beneficiado pelos investimentos e financiamentos do Banco percebe o crescimento e atuação do BNB e tem a imagem de que o corpo de funcionários está bem atendido pela empresa, com boas condições de trabalho, o que sabemos que ainda está distante, principalmente pela administração atual, pelo que se espera dela e pela natureza política dos dirigentes do país e do Banco.
A estagnação e o massacre moral e financeiro a que foram submetidos os funcionários do BNB têm que ser compensados e a hora é esta, principalmente quando os resultados aparecem para a população; o País não parou de crescer mesmo na crise mundial e o Nordeste dá provas de seu potencial econômico – com o BNB sendo o principal agente financeiro e de apoio ao desenvolvimento. Além disso, com um setor bancário praticamente imune às adversidades financeiras.
Como prioridade temos a luta pela igualdade de direitos e conquistas para o corpo funcional (interno do BNB) e pela luta unificada com os representantes dos demais bancos na campanha salarial do país. Queremos repor as perdas salariais acima da inflação e definição da política interna do BNB quanto aos critérios de promoções e o plano de funções, bem como a revisão do PCR”. (um funcionário da Bahia) |
| Última atualização: 30/11/-0001 às 00:00:00 |
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