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27/07/2010

Nossa Voz - Trabalhadores do BNB em mobilização permanente

Bancários querem recuperação das perdas salariais

Campanha salarial é período de reflexão e intenso debate, além da organização e mobilização necessárias para um bom resultado. Mas do que os trabalhadores não podem abrir mão? Qual será a tônica da campanha salarial deste ano? Muitos dirigentes sindicais apontam a bandeira da recuperação das perdas salariais, que no BNB ultrapassaram os 34%.

O arrocho salarial sofrido no governo neoliberal de FHC, que teve como marco o Plano Real, em 1994, é sentido até hoje no bolso dos bancários. Por isso a reivindicação de aumento real deve ser fundamentada a partir da demonstração das perdas acumuladas, na visão da AFBNB. Para Dorisval de Lima, diretor de Comunicação e Cultura da Associação, o último Plano de Cargos e Remuneração (PCR) implantado pelo Banco significou um novo arrocho. “Dessa forma, é urgente a reformulação do PCR. Não dá para manter uma estrutura salarial que gera evasão, que desestimula”, critica. O diretor defende ainda que o piso da categoria seja elevado ao patamar do salário mínimo calculado atualmente pelo DIEESE, de R$ 2.157,88.

A coordenadora geral do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, Marta Turra, tem opinião semelhante: não se pode abrir mão de negociar as perdas. “Este é um grande anseio da categoria. Nós, que fazemos parte do movimento de oposição bancária, vamos apresentar uma pauta alternativa com esse ponto”, explica. A coordenadora também destaca que, apesar de unificada, é imprescindível que a campanha salarial possua duas mesas de negociação: uma para os bancos públicos e outra para os bancos privados. “Nosso patrão é o governo”, lembra Turra. Ela ressalta ainda outro importante aspecto: a isonomia de tratamento entre todos os funcionários.

Diante do cenário de crescimento do País, Euclides Fagundes, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, também defende o aumento real para recompor as perdas salariais, além da isonomia de benefícios e direitos entre os funcionários dos bancos públicos. “Evidente que há outras questões importantes que compõem a nossa pauta de reivindicações, como o fim das metas abusivas, que na maioria das vezes culminam em assédio moral, levando ao adoecimento dos trabalhadores”, afirma Fagundes. 

Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Marques, a categoria não pode abrir mão da política de aumento real de alários. “Além de defender nossas conquistas, devemos aprofundar temas importantes, como igualdade de oportunidades, segurança e saúde. Tudo isso vai se refletir em melhorias nas condições de trabalho”, aponta Marques.

A recuperação das perdas salariais a partir do Plano Real (1994) também é destacada como ponto fundamental pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão, Davi Sá Barros. Isonomia entre todos os funcionários, além da recuperação e valorização do piso da categoria, tendo como parâmetro o piso do Dieese (R$ 2.157,88) são as outras bandeiras ressaltadas por ele como prioritárias. “Também reivindicamos uma mesa única de bancos públicos, para que a gente possa negociar diretamente com o nosso patrão, o Governo, porque a Fenaban não tem nenhum representante dos bancos públicos. A Campanha continuaria unificada, mas com mesas separadas para bancos públicos e privados”, defende.

Uma das questões importantes a serem discutidas na campanha salarial deste ano, na opinião do presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, José Souza de Jesus, é a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional. “A Constituição de 1988 já completou 22 anos e nada foi feito. A regulamentação atual só protege os bancos”, lamenta.

Outros pontos importantes que devem entrar no debate são a luta pela elevação do piso nacional da categoria e a recuperação das perdas nos bancos públicos federais. “Os bancos estão reduzindo o custo do trabalho rebaixando os salários do pessoal mais novo, que está ganhando cerca de 40% menos que os mais antigos”, critica. “Por isso insistimos na necessidade de aprovarmos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e aumento do valor da hora extra, como forma de forçar os bancos a fazerem novas contratações”, completa Souza.
Última atualização: 30/11/-0001 às 00:00:00
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