Nada será como antes. Pelo menos para os trabalhadores do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que nesta Campanha Salarial foram os protagonistas da maior greve dos últimos tempos na Instituição. Com muita mobilização e disposição de luta, os funcionários externaram o seu grau de insatisfação com a falta de uma política de recursos humanos da Direção do Banco e demonstraram que estão dispostos a lutar pelos seus direitos. O resultado não poderia ser outro senão uma greve vitoriosa.
Nesse período, a AFBNB produziu vários documentos de estímulo à mobi-lização, deu vazão a denúncias e registrou, a cada dia, o quadro da greve no BNB. Para o conselheiro fiscal da AFBNB Djalma Moura, que acompanhou de perto a mobilização nos estados de Alagoas e Sergipe, boa parte do sucesso da greve se deve à grande adesão do pessoal com menos de quatro anos de Banco. “Tivemos bons ‘debutantes’ no movimento; pessoas que nunca haviam feito greve e desta vez se engajaram”, afirma.
Djalma também destaca que as organizações por local de trabalho foram fundamentais nesse processo. “Nós tivemos excelentes atuações dos representantes da AFBNB e dos delegados sindicais”, acrescenta. “Você fechar uma agência do interior, sem a infra-estrutura do sindicato, é muito difícil. Mas isso aconteceu, por mérito dos nossos representantes”.
O diretor Alberto Ubirajara concorda que o empenho do funcionalismo foi imprescindível para um resultado favorável, com destaque para o aumento do piso inicial no BNB e a garantia da regra básica de pagamento da PLR. “Mas há questões pendentes que precisam evoluir”, alerta. “Nossa expectativa é aprovar o anuênio para os novos funcionários”, explica.
De fato, a luta continua. Há ainda outros direitos em discussão, como o retorno da licença-prêmio, a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), a implantação do novo Plano de Funções em Comissão (PFC), a regulamentação do ponto eletrônico, dentre outros. É preciso estar atento, bem informado, acompanhar as ações das entidades representativas e contribuir com as discussões e com as decisões. A mobilização continua e é permanente! |